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O aniversário é da Fiocruz mas quem ganhou o presente foi eu

2020

Hoje a Fundação Oswaldo Cruz completou 120 anos e, nos últimos 28, ela esteve presente de diferentes formas na minha vida.

Nascido e criado na favela do Mandela, logo ao lado, eu enxergava o Castelo e a Fiocruz com olhos de fantasia. Lembro, ainda criança, de visitar o Castelo e ver os macaquinhos que tem lá, lembro também de algumas vacinas que tomei e tem fotos minha chorando muito.

A adolescência foi chegando e percebi na Fiocruz um lugar para aprender. Dizia para mim mesmo quase toda vez que passava em frente à Fiocruz pela Leopoldo Bulhões “eu ainda vou estudar aqui”. Na época, prestei vestibular para fazer o ensino médio na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, lá dentro da Fiocruz, não passei. Tinha feito outros dois vestibulares: para FAETEC e para a CEFET. Fui selecionado para a FAETEC depois de algumas reclassificações. Era a vida agindo, o destino, o universo, que seja, era tudo agindo para que eu chegasse onde cheguei.

Em 2018 entrei no mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Fiocruz, daqui a dois meses eu completo esse ciclo nesse lugar que sempre foi minha casa. Hoje eu olho pra trás e falo para o “Sidcley criança”, continua sonhando, continua dizendo para você mesmo que ali é o seu lugar, porque é. Daqui a dois meses serei o primeiro membro da minha família a finalizar uma graduação e uma pós-graduação e tudo isso por causa da minha família e professores que sempre me apoiaram e me deram oportunidades de chegar onde cheguei.

Quanto ao futuro, tenho aquele ditado comigo: “O bom filho, à casa torna”. Tenho certeza que iremos nos cruzar novamente, Fiocruz. E iremos comemorar muitos aniversários juntos.

2019

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